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Cuide bem da sua saúde


CEREST

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador é uma unidade regional especializada do Sistema Único de Saúde (SUS), que visa atender a questões relativas à saúde dos trabalhadores.
O CEREST foi implantado pela Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST), através das Portarias do Ministério da Saúde 1679/GM (19/07/2002) e 2437/GM (07/12/2005), para fortalecer as ações relacionadas à saúde do trabalhador no país.

 

Dia Mundial da Voz - 16 de abril

No dia 16 de abril, celebra-se o Dia da Voz. Devido à data, entidades como a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia realizam a Campanha Mundial da Voz, que tem como objetivo promover ações que visem à conscientização da sociedade quanto à importância da saúde vocal em suas diferentes dimensões.

A voz deve ser entendida como instrumento de trabalho, veículo de expressão e indicador de saúde.

O operador de teleatendimento utiliza a voz como instrumento de trabalho, por isso é considerado ‘profissional da voz’. Dessa forma, é uma categoria que deve ser assistida quanto à sua saúde vocal. A Saúde do Trabalhador surge como um campo da saúde pública para a atenção integral da população trabalhadora, visando à prevenção, promoção, vigilância e assistência à saúde.

Os distúrbios da voz – disfonia – estão entre os agravos à saúde com os quais os operadores de teleatendimento são frequentemente acometidos. Segundo Behlau & Pontes(1995), “Disfonia é um distúrbio da comunicação no qual a voz não consegue cumprir o seu papel básico de transmissão da mensagem verbal e emocional de um indivíduo”.

A disfonia no operador de teleatendimento é desencadeada por uma série de fatores e o uso intensivo e prolongado da voz é apenas o mais conhecido, mas não o único responsável. Estudos indicam que, devido a questões como a baixa remuneração, essa categoria de trabalhador se vê obrigada a acumular mais de um vínculo empregatício.

Ela também apresenta em sua organização do trabalho uma sobrecarga cognitiva e emocional, favorecendo o desenvolvimento do distúrbio da voz.

A prevenção é o melhor caminho para a manutenção da saúde vocal. Ao iniciar o uso profissional da voz, antes do surgimento de algum sintoma, é interessante buscar orientação especializada com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista como estratégia individual. E de forma complementar, mas não menos importante, a possibilidade de uma organização de trabalho de forma salutar, com todos os determinantes envolvidos, como uma boa relação de chefia e um ambiente físico adequado, entre outras coisas.

Quanto aos cuidados básicos, é importante saber que as orientações não podem seguir uma regra geral como ‘receitas de bolo. Qualquer tipo de cuidado deve ser bem orientado, sempre respeitando as particularidades de cada indivíduo. A ingestão de líquido, no caso água, em quantidade adequada é uma das atitudes simples que possuem grande benefício para a voz. O líquido, porém, deve ser consumido preferencialmente em temperatura ambiente, e a ingestão, contínua ao longo do dia, etc.

O trabalhador que necessitar de cuidados com a saúde vocal deve procurar um médico otorrinolaringologista, passar por avaliação e diagnóstico, como também atendimento com um fonoaudiólogo, que ficará responsável pela avaliação funcional e reabilitação vocal. Os atendimentos desses especialistas são disponibilizados tanto na rede particular como no serviço público de saúde por meio do SUS. Moradores da capital pernambucana que precisem de atendimento podem informar-se sobre como agendar atendimento na Ouvidoria Municipal da Saúde pelo telefone 0800 281 1520. O teleatendimento funciona de segunda a sexta, das 7h às19h, sem intervalo para almoço.

Maria Taciana Carneiro Leão
Fonoaudióloga do CEREST/Recife

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa evitável de mortes do mundo Recentemente o Médico e Sanitarista, Dr. Dráuzio Varela, apresentou durante o programa da Rede Globo, Fantástico, uma série de reportagens informando os riscos do cigarro para na saúde das pessoas. Na reportagem, ele lançou uma campanha que desafiava o telespectador a parar de fumar.

A iniciativa não é sem razão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o tabagismo é considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada, e como tal precisa ser combatido. O cigarro é um mal que mata cerca de 200 mil brasileiros por ano, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). No Brasil, a cada dois minutos e meio uma pessoa morre por causa do tabagismo.

A fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.720 substâncias tóxicas diferentes; que e constituem duas fases fundamentais: a fase particulada e a fase gasosa. A fase gasosa é composta por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, entre outros. A fase particulada contém nicotina e alcatrão. Todas essas substâncias tóxicas atuam sobre os mais diversos sistemas e órgãos no nosso corpo.

Veja as principais substâncias cancerígenas:
Nicotina – é a substância causadora do vício;
Benzopireno – substância que facilita a combustão existente no papel que envolve o fumo;
Substâncias Radioativas – Polônio 210 e carbono 14
Agrotóxicos – DDT
Solvente – Benzeno
Metais Pesados - chumbo e o cádmio (um cigarro contém de 1 a 2 mg, concentrando-se no fígado, rins e pulmões, tendo meia-vida de 10 a 30 anos, o que leva a perda de capacidade ventilatória dos pulmões, além de causar dispnéia, enfisema, fibrose pulmonar, hipertensão, câncer nos pulmões, próstata, rins e estômago.

Níquel e Arsênico - armazenam-se no fígado e rins, coração, pulmões, ossos e dentes resultando em gangrena dos pés, causando danos ao miocárdio etc.

Doenças causadas pelo uso de derivados de tabaco
O tabagismo causa cerca de 50 doenças diferentes, principalmente, as doenças cardiovasculares tais como: a hipertensão, infarto, angina e o derrame. Ele é o responsável por muitas mortes por câncer de pulmão, de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga, além de causar doenças respiratórias como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. O tabaco diminui as defesas do organismo e com isso o fumante tende a aumentar a incidência de adquirir doenças como a gripe e a tuberculose. O tabaco também causa impotência sexual.

Fumar durante a gravidez
Nem pensar, fumar durante a gravidez traz sérios riscos para a gestante, como também aumenta o risco de mortalidade fetal e infantil. Estes riscos se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Estes riscos são:
• Abortos espontâneos;
• Nascimentos prematuros;
• Bebês de baixo peso;
• Mortes fetais e de recém-nascidos;
• Gravidez tubária;
• Deslocamento prematuro da placenta;
• Placenta prévia;
• Episódios de sangramento.

Fumante passivo
É o indivíduo que convive com fumantes e inalam a fumaça de derivados do tabaco em ambientes fechados. Poluição Tabagística Ambiental (PTA) é a poluição decorrente da fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a maior responsável pela poluição nestes ambientes. Pesquisas mostram que o tabagismo passivo é estimado como a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, só perdendo para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.

Os nãos fumantes que respiram a fumaça do tabaco têm um risco maior de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo. Quanto maior o tempo em que o não fumante fica exposto à poluição tabagística ambiental, maior a chance de adoecer. As crianças, por terem uma frequência respiratória mais elevada, são mais atingidas, sofrendo consequências drásticas na sua saúde, incluindo doenças como a bronquite, pneumonia, asma e infecções no ouvido.

Os fumantes não acreditam que são:
• Nove mortes por hora
• 80 mil por ano
• 90% dos casos de câncer de pulmão
• 80% dos enfisemas pulmonares
• 25% dos infartos de miocárdio
• 40% dos derrames cerebrais
• 10 milhões de pessoas vão morrer nos próximos 30 anos, nas Américas
• Quatro milhões morrem por ano.
• A fumaça quente irrita e agride a mucosa da laringe. Provoca tosse crônica (que dura mais que três semanas) e pigarro;

Por Maurício Barbosa
Assessor especial de saúde do Sinttel

Embora o dia 15 de julho seja uma data pouco divulgada e sem comemorações, gostaríamos de fazer uso e chamar a atenção no sentido de trazer à reflexão a falta de cuidados do homem com sua saúde.

Apesar de estarmos falando de homens modernos, livres de alguns preconceitos e de modelos de pensamentos arcaicos ainda encontramos dificuldades em trazer esses personagens ao consultório. O problema fica anda maior quando se trata da prevenção.

Vale ressaltar que o Ministério da Saúde esta implantando um programa de atenção a saúde do homem. No entanto, sabe-se que a maioria das doenças não é privilegio desse ou daquele gênero.

Com o objetivo de contribuir para reflexão desse homem moderno acerca de sua saúde, lembramos duas doenças especificas que podem ser diagnosticada e precisam de atenção.

Andropausa
Andropausa é um termo criado por analogia com menopausa, fase que ocorre na vida de todas as mulheres como consequência da falência dos ovários que deixam de produzir os hormônios estrogênio e progesterona. A menopausa é um marco indicativo do final do ciclo reprodutivo da mulher e pode vir acompanhada de alguns sintomas característicos: ondas de calor (fogachos), insônia, diminuição da libido, irritabilidade, suores noturnos, etc.

Nos homens, o processo é mais lento e insidioso. À medida que envelhecem, cai à produção de testosterona, o hormônio sexual masculino. Entretanto, mesmo com níveis mais baixos, seus valores ainda podem ser considerados dentro da faixa de normalidade.

Apesar de algumas mudanças físicas e psicológicas se instalarem por causa da queda desse hormônio, nem todos irão apresentar os sintomas característicos da andropausa. Isso só acontece com aqueles que têm uma diminuição mais expressiva dos níveis hormonais e, ainda assim, as manifestações são mais discretas e menos aparentes do que nas mulheres.

De qualquer forma, a andropausa é um período na vida do homem em que podem ocorrer sintomas que devem ser valorizados.

Câncer de Próstata
É o tipo de câncer que ocorre na próstata: glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. A próstata é uma glândula que só existe no homem. Tem como função produzir substâncias que vão ajudar a tornar o sêmen mais fluido, facilitando a viagem dos espermatozoides.

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho considerável.

Diagnóstico de câncer de próstata
Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.

O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Entre 75% e 80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.

Prevenção ao câncer de próstata
Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata.

Fontes: www.drauziovarella.com.br | www.minhavida.com.br

Por Maurício Barbosa
Assessor especial de saúde do Sinttel

O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de segurança e medicina do trabalho em empresas com mais de 100 funcionários. Este passo foi dado no dia 27 de julho de 1972, por iniciativa do então ministro do trabalho Júlio Barata, que publicou as portarias 3.236 e 3.237, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho e atualizando o artigo 164 da CLT. Por isto, a data foi escolhida para ser o dia nacional de prevenção de acidentes de trabalho.

De acordo com a Lei 8.213/1991,19 “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente”. Isso pode causar desde um simples afastamento, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho, até mesmo a morte do trabalhador.

São considerados acidente de trabalho:

a) O acidente ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho;

b) A doença profissional produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade;

c) A doença do trabalho, adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

Vale ressaltar que o registro no INSS de doenças ocupacionais ainda aponta a maior incidência de doenças do sistema osteomuscular, nas quais se incluem as lesões por esforço repetitivo (LER), seguida de doença de fundo emocional Os dados são do Ministério da Previdência.

Chamamos a atenção dos trabalhadores no sentido de que doenças relacionadas ao sofrimento mental, ao comportamento humano, também são consideradas acidente de trabalho.

Muitas vezes os trabalhadores não associam depressão, ansiedade, transtorno compulsivo com a doença emocional, no entanto esses sintomas podem ser provenientes de estresse emocional derivado, por exemplo, de assédio moral ou até mesmo da sobrecarga de trabalho.

Não é considerada como doença do trabalho a doença degenerativa; a inerente a grupo etário; a que não produz incapacidade laborativa; a doença endêmica adquirida por trabalhadores habitantes de região onde ela se desenvolva, salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
Ainda alertando ao trabalhador, afirmamos que a prevenção do acidente de trabalho continua sendo a melhor medida de proteção do trabalhador quanto aos acidentes ocorridos no local de trabalho e em seu percurso.

CIPA
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. As empresas são obrigadas a constituir a CIPA, para atender a NR5 e suas exigências.

O trabalhador precisa saber da importância da emissão de uma CAT- Comunicação de Acidente de Trabalho. Esse documento é obrigatório e deve ser emitido pela empresa. Quando a empresa se recusa a emitir a CAT o sindicato pode fazê-lo com as informações necessárias e medidas cabíveis.

Comunicação
A Comunicação de Acidente de Trabalho serve para comunicar ao INSS que determinada pessoa sofreu um acidente de trabalho ou doença ocupacional. Dessa forma o trabalhador fica amparado legalmente e pode receber o beneficio da previdência, assim como estabilidade no emprego por 12 meses a contar da data do retorno ao trabalho.

A crítica que se faz é quanto à formação da CIPA com o objetivo de atender a NR, e não a necessidade real do trabalhador quanto à prevenção de acidentes e proteção a sua saúde.

Fonte: http://www.ibge.gov.br

Por Maurício Barbosa
Assessor especial de saúde do Sinttel

O desgaste, fadiga, transtornos e lesões causadas a saúde dos trabalhadores frente aos esforços e movimentos repetitivos (LER) associadas às atividades laborais tem trazido severos distúrbios osteomusculares (DORT), Síndrome de sobrecarga ocupacional (SSO) e/ou Lesões por Trauma Cumulativo (LTC).

Diversos coletivos de trabalhadores - lavadeiras, engomadeiras, limpadoras, técnicos da informática, bancários são vulneráveis frente às posturas corporais exigidas pelo processo de trabalho.

Utilizar o tempo de pausa é fundamental. Este momento de pausa é considerado estratégico para a busca do bem estar através de medidas de relaxamento, reposição energética e nutrição local. A Medicina Ayurveda/Indiana apresenta dentre outros recursos a AUTOMASSAGEM COM USO COTIDIANO DE ÓLEOS ESSENCIAIS.

O CEREST em parceria com o Sindicato dos Bancários, SINTTEL e APPDORT realizarão no dia 28 de fevereiro, Dia Internacional de Prevenção da LER/DORT, uma vivencia coletiva de Auto cuidado integrativo corpo – mente com os trabalhadores a fim de chamar atenção para a promoção da saúde coletiva no ambiente de trabalho e tomada de decisão para atitudes preventivas pessoais de auto – estima e valorização corporal em casa e no trabalho.

Por Maria Luciani Burichel
Terapeuta Comunitária Integrativa

Com o objetivo de alertar a população sobre os cuidados com a saúde, falaremos, hoje, sobre alguns cuidados que devem ser tomados para prevenir as doenças renais.

Segundo o presidente da Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil (Fenapar), Renato Padilha, cerca de 27 mil pessoas morrem por ano em decorrência de problemas renais.

Ainda de acordo com o dirigente da entidade, a maior incidência de morte se dá pelo fato do paciente iniciar o tratamento da doença tardiamente, fazendo com que a doença já esteja num estágio avançado.

Entre algumas medidas simples que podem prevenir o aparecimento desse tipo de doença estão evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras; controlar o peso para evitar o excesso; praticar exercício e controlar a pressão arterial e o diabetes.

Por Maurício Barbosa
Assessor especial de saúde do Sinttel

Por terem sintomas muito parecidos, essas doenças podem ser facilmente confundidas. A infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Vera Magalhães explica que a transmissão das três doenças ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti. Segundo a profissional, a dengue, febre chicungunha e zika vírus são clinicamente muito parecidos.

A dificuldade em distinguir as três doenças também é sentida pelos médicos e só com a realização de exames é possível identificar exatamente qual a doença do paciente. Sendo assim, a orientação é que, ao apresentar qualquer sintoma atípico, as pessoas devem procurar o posto de saúde. O resultado do exame sorológico, que tem segurança de 100% (diferentemente do teste rápido), é apresentado em cinco dias.

FONOAUDIÓLOGOS E MINISTÉRIO DA SAÚDE REINICIAM CONVERSAS PARALISADAS HÁ CINCO ANOS

O Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e o Ministério da Saúde retomaram as discussões sobre as notificações para trabalhadores que desenvolveram problemas com a voz por causa de suas profissões. Um protocolo está sendo elaborado para orientar os profissionais que lidam com doenças ocupacionais sobre os procedimentos nos casos de suspeita de alguma alteração vocal grave.

As conversas sobre o documento estavam paralisadas desde 2006 e voltaram a ser discutidas este ano entre representantes do Ministério da Saúde, fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas e médicos do trabalho. “A notificação é um avanço muito importante, pois é o primeiro passo para que a disfonia seja reconhecida como doença ocupacional”, explica Leslie Piccolotto, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e uma das pioneiras no assunto.

O reconhecimento pode significar a mudança na maneira de fazer política, possibilitando a criação de ações públicas preventivas e de conscientização para os profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho. Fazem parte desse grupo professores, operadores de telemarketing, atores, cantores, radialistas, jornalistas, entre outros.

Histórico
As discussões que deram origem ao protocolo de Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho começaram em 1997. Desde então foram realizados vários eventos para a elaboração do documento.

À época, o Conselho Federal de Fonoaudiologia encaminhou, para alguns fonoaudiólogos, ofício circular que considerava que muitas alterações na laringe, com consequentes disfonias, poderiam ser caracterizadas como doenças ocupacionais.

Em 2006, o protocolo foi concluído, mas as mobilizações para sua regulamentação esfriaram.

Só voltaram à carga este ano, com o CFFa e os Cerests de São Paulo e Rio de Janeiro encabeçando as conversas com o Ministério da Saúde.

Hoje, o protocolo está sendo avaliado pelo Comitê Brasileiro Multidisciplinar de Voz Ocupacional. Na sequência, será encaminhado à Coordenadoria de Atenção à Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde. Se aprovado, o documento seguirá para audiência pública.

Por Rafael Nascimento
Revista Comunicar
(Publicação do Conselho Federal de Fonoaudiologia)